No atual momento do sistema penal, o desempenho da arquitetura das edificações penais tem sido contraditório. Por um lado, o crescimento acelerado da população prisional demanda uma grande produção arquitetônica de relevância histórica. Por outro lado, em geral, os edifícios penais são ineficientes e ineficazes, diagnosticados com uma descaracterização funcional e desumanização do espaço construído. Estes edifícios ainda são descritos pela obsolescência e falta de inovação, sendo utilizados modelos arquitetônicos ultrapassados.

No Nuesp, acreditamos que a construção de novas unidades seja uma das condições centrais para uma recuperação do sistema penal, pois a aglomeração de presos inviabiliza o correto funcionamento do estabelecimento penal e o respeito à condição humana na prisão, trazendo enormes prejuízos sociais, econômicos e humanos ao país.

A preocupação no Nuesp recai sobre a qualidade das edificações que serão construídas. Aí sendo especialmente consideradas a funcionalidade, economicidade e humanização da edificação penal. A humanização é vista como essencial, principalmente, tendo em vista a vulnerabilidade do preso. Neste ponto reside a atribuição mais importante da arquitetura, já que a relação simbiótica entre o homem e o ambiente que o cerca pode criar marcas psíquicas e distorções na sociabilização de difícil recuperação.

NUESP - Núcleo de Estudo e Pesquisa da Edificação Penal